quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ministério Público Federal vai investigar agressão a símbolos cristãos na Parada Gay de SP


Crucificada, participante defende luta contra homofobia
O gesto ofensivo da militância homossexual contra os símbolos cristãos entrou no radar do Ministério Público Federal (MPF), que investigará a manifestação a pedido de parlamentares.

Rodrigo Delmasso (PTN-DF), deputado distrital, entrou com uma representação no MPF alegando crime de intolerância, de acordo com informações do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja. Delmasso é pastor da Igreja Sara Nossa Terra no Distrito Federal

Outro que se posicionou cobrando providências, e apresentou uma representação no MPF, foi o senador Magno Malta (PR-ES). Em um discurso no plenário do Senado, Malta disse que os ativistas gays “passaram do limite” em seu direito a protestar, e fizeram ofensas graves aos símbolos de uma religião.

“Expresso o meu repúdio, a minha insatisfação à maneira indigna como se comportaram, afrontando uma sociedade cristã deste país. Dois anos atrás eles [ativistas gays] foram à avenida e levaram símbolos religiosos, da Igreja Católica e o usaram em posição sexual, em pleno desrespeito a um povo, os católicos deste país. Mas no final de semana passado, eles passaram dos limites”, afirmou o senador, que também enviou um ofício à Petrobras e à Caixa Econômica Federal questionando o valor gasto no patrocínio ao evento.


Cruz
O transexual que ficou “pregado” à cruz durante a Parada Gay, Viviany Beleboni, 26 anos, afirmou ao G1 que seu gesto tinha a intenção de “representar a agressão e a dor que a comunidade LGBT tem passado”.


“Nunca tive a intenção de atacar a igreja. A ideia era, mesmo, protestar contra a homofobia”, disse, afirmando que é espírita.

Ao final, Beleboni diz que a mensagem “basta de homofobia” que estampou a cruz onde estava, é o resumo do que pretendia transmitir: “Usei as marcas de Jesus, que foi humilhado, agredido e morto. Justamente o que tem acontecido com muita gente no meio GLS, mas com isso ninguém se choca. […] As pessoas não sabem ler? Coloquei a placa justamente para ficar claro que era um protesto. E mais: tudo bem encenar a paixão de cristo, mas quando é um travesti não pode, não é?”, questionou.



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