quinta-feira, 10 de abril de 2014

O fim de um clã

 
A governadora Roseana Sarney não resistiu à conjuntura política, ou melhor, à forma como se achava o seu último governo, chamado por vários analistas políticos, de "governo desastrado e atrapalhado". Desde quando retomou, por manobras e acusações ao então governador Jackson Lago, o estado, em 2009, depois de ter perdido as eleições para o velhinho, ela já mostrava desgaste.

Tudo começou aqui: depois da frustrada tentativa de se lançar à presidência república em 2002; dos escândalos envolvendo seu marido no caso Lunus. Alguém lembra? Do também e grande repercussão da greve dos militares há cerca de dois anos; da grande paralisação dos professores estaduais, cujo ainda estão sob a ressaca daquela greve -- sendo que hoje o clima dessa categoria é propício à greve novamente. Ainda tem a realidade da segurança maranhense que culminou com matança de presos e desses entre si, porem, com a indisplicência do governo e agora com abafada greve de policiais militares e bombeiros, dos conflitos de terras que nunca se toma providências no Maranhão. Depois de toda essa trajetória de atrapalhadas administrativas, ela resolve continuar.
 
O último governo
Ele se inicia com as acusações contra Jackson Lago, que sempre tiveram como intenção da retomada do Palácio dos Leões, para sair outra vez candidata, agora em 2010, no comando da "máquina" e fazer sua reeleição sem grandes dificuldades, pois, assim teria o controle sobre a maioria dos prefeitos com barganhas, barganhas e mais barganhas. E conseguiu!


E depois de ser reeleita, com os rumores de que não assumiria o governo porque teria trapaceada nas eleições, com uma possível cassação de Roseana Sarney, ainda neste pleito, coisa que eu particularmente nunca acreditei que acontecesse, sendo seu pai um honorável ban... como diria Palmério Dória ou um "poderoso chefão" no poder. Como ela não foi e vai terminar seu mandato. Mas, agora a história é outra!

Agora ela estava pressionada de vários lados e ela tinha mesmo era que ficar, quisesse ela, garantir as regalias ou não perder a "dinastia do clã" de quase 50 anos no Maranhão. Ela não tinha escolha. Sabem aquele ditado: "se ficar o bicho pega e se correr o bicho come?" Ela poderia até ser eleita senadora, mas perderia o governo do estado, pois seu pretenso candidato é fraquinho! Ela fazer esse resto de mandato de tudo para o rapazinho tímido e boboca crescer nas pesquisas. Podem esperar!

Outro fato que rola nos bastidores, a tomada de decisão que ela tinha que fazer. Por isso aquela cara de choro. Entre as ordens de seu pai, que seria continuar na política? -- Sim, continuar na política, porque com essa decisão ela deflagra também sua saída da política ou atender o pedido seu marido --, afinal, ela já é uma mulher que já está com idade avançada e com saúde frágil. Todavia, ela ficar aposentada da política. E que aposento! Não vai ser de um salário mínimo como o de meu pai.
 
Fonte: Papo sério

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