quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Família de garoto morto com tiro na cabeça começa a ser ouvida

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POR GABRIELA SARAIVA
A Polícia Civil vai começar a ouvir a família do menino Mikael Barros, de cinco anos, vítima de um disparo de arma de fogo quando dormia, dentro de sua casa, no município de Montes Altos, a 66 km de Imperatriz, na madrugada da última segunda-feira, 26. De acordo com o delegado regional de Imperatriz, Francisco de Assis Ramos, os familiares do garoto ainda não haviam prestado depoimento, pelo fato de todos estarem muito abalados com o fato.
Em conversa com a reportagem do Jornal Pequeno, o delegado Francisco de Assis afirmou que somente após as oitivas que coletará os depoimentos da família, e com o resultado do laudo do Instituto de Criminalística (Icrim) de Imperatriz, que avalia a dinâmica do crime, a polícia poderá ter uma linha exata de investigação. “Por enquanto tudo se torna possível. Assim como o disparo pode ter sido efetuado por alguém que estava na casa, pode também ter sido por uma pessoa de fora. E todos os que estavam com o menino na residência, naquele momento, são suspeitos”, detalhou o delegado.
Para o delegado regional, é praticamente descartada a ideia de que o disparo tenha sido efetuado pela própria vítima, de forma acidental. “Pode ter sido um disparo acidental sim, mas efetuado por um dos irmãos, em especial o mais velho, que tem dez anos, ou pelo próprio tio da criança, José de Ribamar, 50. Entretanto, é improvável que uma pessoa, sobretudo uma criança de cinco anos, consiga atirar contra a própria cabeça, usando uma espingarda”, explicou Francisco de Assis.
Conforme revelou o delegado, a arma utilizada no crime não foi encontrada e a família não declarou ter uma, em sua residência. “Temos a hipótese de que a família tinha uma arma e que o disparo tenha sido efetuado, de forma acidental, por uma das pessoas que estavam na casa naquele momento, e que depois se tenha dado fim nela”, disse.
Dois exames periciais foram efetuados para possibilitar o esclarecimento do crime. Um deles foi o residuográfico, que avalia se existiam restos de pólvora nas mãos dos irmãos, de sete e de dez anos, e do tio da vítima. O material foi enviado para o Icrim de São Luís cujo resultado deverá ser divulgado no prazo de dez a vinte dias.
O segundo exame está sendo realizado no Icrim de Imperatriz. Ele, por sua vez, avalia de onde partiu o disparo e a dinâmica do crime. Seu resultado deve ser entregue em prazo máximo de dez dias, a partir de sua realização.

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