segunda-feira, 27 de junho de 2011

Notícias de Viana

DILÚ MELLO A "RAINHA DO ACORDEÃO"


Em Viana, nasceram Antônio Bernardo da Encarnação e Silva (1799-1848), poeta; Celso Magalhães (1849-1879), poeta, novelista, crítico e magistrado, um dos precursores dos estudos folclóricos no Brasil; Antônio Lopes da Cunha (1889-1950), magistrado, professor, jornalista e poeta, membro da Academia Maranhense de Letras; e Raimundo Lopes da Cunha (1894-1941), naturalista e etnógrafo de renome, autor de vasta obra literária.
Mas a personalidade mais ilustre do município é Maria de Lourdes Argollo Oliver, mais conhecida pelo nome artístico de Dilu Mello, cantora, compositora, instrumentista e folclorista brasileira. Nascida em Viana, em 25 de setembro de 1913, Dilu morreu no Rio de Janeiro, em 24 de abril de 2000. O parque Dilu Mello, no Areal, onde todos os anos (geralmente em setembro) acontece o Festival do Peixe de Viana, a homegeia.
Criada em Porto Alegre (RS), Dilu Mello começou a estudar música e violino aos cinco anos de idade. Aos nove anos, iniciou o aprendizado de violão com sua mãe, Dona Nenê, e de piano com a professora Elizéne D’Ambrósio. Aos 10 anos, compôs sua primeira obra, uma valsinha intitulada “Heloísa”, em homenagem à sua irmã mais nova.
Em 1938, Dilu foi para o Rio de Janeiro, estreando na rádio Cruzeiro do Sul, surgindo então o convite para apresentar-se na Rádio Kosmos, de São Paulo. No mesmo dia da estréia, gravou um disco na Colúmbia, cantando as músicas “Engenho d’água” (dela e de Santos Meira) e “Coco babaçu” (de sua autoria). Depois, a serviço do Ministério da Educação, apresentou nossa música folclórica em vários estados, bem como na Argentina, onde morou 2 anos.
Em 1944 gravou na Continental o segundo disco, também com músicas suas, o coco “Sapo cururu” e o xote “Fiz a cama na varanda” (composição sua e de Ovídio Chaves), este seu maior sucesso, música regravada também em outros países.
Atuou no Cassino Atlântico e foi contratada da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro.
Em 1947, “Meu cavalo trotador” (dela e de Ademar Pimenta), gravada pelos Trigêmeos Vocalistas, também fez sucesso no exterior. Em 1949 obtiveram êxito a canção “Rolete de cana” (dela e de Osvaldo Santiago), o xote “Qual o valor da sanfona” (dela e de J. Portela) e o jongo “Conceição da praia” (dele e de Oldemar Magalhães), gravado por Marlene.
Em 1958, gravou de Altamiro Carrilho e Armando Nunes, o xote “Nos velhos tempos”. Por influência de Antenógenes Silva, começou a tocar acordeão, recebendo da imprensa a denominação de “Rainha do Acordeão".
Foi professora de dicção, empostação, danças folclóricas e história da música. Também escreveu peças infantis.
Entre os intérpretes das mais de 100 canções compostas por Dilu Mello estão Ademilde Fonseca, Amália Rodrigues, Carmen Costa, Nara Leão, Fagner, Clara Nunes, Marlene e Dóris Monteiro.
(JP em 26/06/2011)

Fundação Dilu Mello precisa de apoio


Após um ano de existência, a Fundação Dilu Mello, apesar dos avanços já conseguidos com recursos próprios, começa a precisar do apoio da sociedade e das autoridades para dar andamento aos seus projetos culturais. Segundo o fundador e presidente do local, o cantor e compositor Rogéryo du Maranhão, a Fundação Dilu Mello precisa da doação de instrumentos (violão, violino, teclado, harpa paraguaia, rabeca, instrumentos de sopro) para as aulas de música; além de verbas para a construção de uma Rádio Comunitária e de dois teatros.
De acordo com Rogéryo, o projeto da construção da Praça Dilú Mello, onde seria construído esses dois teatros, um Coliseu a céu aberto para 15.000 pessoas, pequenas lojas de artesanato e um ciber café, foi aprovada pela Câmara de Vereadores, mas ainda não saiu do papel. “Se essa praça ainda não foi construída, parte da culpa deve ser atribuída aos vereadores Haroldo Sabóia e Pedro Celestino, que foram os únicos a votar contra o projeto”, diz o artista. “Eles alegaram que no local deveria ser construído um camelódromo, e não uma praça. Acontece que o orçamento da Praça Dilu Mello foi avaliado em 150 mil reais, enquanto o projeto dos vereadores está alçado em 8 milhões de reais. Isso é um descaso com a nossa cultura. Até abaixo-assinado a população já fez em favor da nova obra, mas de nada adiantou”, comenta Rogéryo.
Como ajudar – Hoje, a Fundação possui uma galeria de arte, dois museus, uma biblioteca, uma escola de música e um teatro para 500 pessoas. Na escola de música estão matriculados 18 alunos, todos de famílias carentes. Eles não pagam para estudar, mas precisam de transporte coletivo para freqüentar as aulas todas às sextas-feiras. “A nossa idéia é conseguir um ônibus para buscar os alunos em suas comunidades. O que pudermos fazer para facilitar o acesso dessas pessoas à cultura, não vamos medir esforços. Até por que temos o sonho de formar um coral para a orquestra da Fundação Dilu Mello”, diz o presidente.
Além das aulas de música, os jovens têm oficinas de dança (tambor de crioula, Bambaê de Caixa, entre outras), artesanato, pintura, grafite e cursos de teatro – tudo funcionando sob a responsabilidade financeira do próprio Rogéryo du Maranhão, e sem nenhum apoio de pessoas de fora.
Os interessados em apoiar o trabalho feito na Fundação devem comparecer à sede, que fica no Beco Escuro, nº 9, Centro, ou falar com Rogéryo através dos telefones 221-54-69 e 8119-66-02.
(Por Aurélio Cavalho JP em 21/08/2004)

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