segunda-feira, 18 de abril de 2011

Menor assume assassinato de travesti em Campina e diz que matou por vingança

Em coletiva na manhã desta segunda-feira (18) a Polícia Civil revelou detalhes do depoimento do menor que assumiu a autoria do assassinato do travesti Daniel Oliveira Felipe, de 24 anos. A delegada Cassandra Duarte, responsável pelo caso, preferiu descartar a hipótese de homofobia no assassinato acometido em Campina Grande na última sexta-feira (15).

A polícia acredita que o comerciante Antônio Pereira da Silva (conhecido como Naldo) pode ter ajudado a esfaquear o travesti.

O menor apreendido afirmou que foi o mentor intelectual do crime. O assassinato teria acontecido por que o menor queria se vingar de Daniel, já que o travesti teria roubado R$ 800 do menor cinco dias antes num agenciamento de um programa com uma prostituta, que estava acompanhada por Daniel.

“Não há nenhum vestígio de que o crime tenha sido planejado pelo fato da vítima ser homossexual", informou a delegada que questionou o menor porque ele não procurou a Polícia e prestou queixa. “Ele disse que queria se vingar", disse Cassandra.


Ainda segundo a Polícia Civil, o menor e a vítima se conheciam e já teriam morado na mesma rua. O adolescente sabia onde o travesti trabalhava. De acordo com a família de Daniel, ele revelou que estava sendo perseguido nos últimos dias por um carro preto. O jovem se prostituía três vezes por semana, desde os 16 anos de idade na rua João Pessoa, no Centro.

Os acusados foram encaminhados para um abrigo provisório em Campina Grande ( no caso do adolescente). O comerciante, que negou ter participado do crime, teve mandado de prisão preventiva expedido, foi indiciado por homicídio e será transferido ainda hoje para o Presídio do Serrotão, onde aguardará a finalização das investigações.




                               

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