terça-feira, 25 de janeiro de 2011

JESUS,CERTEZA QUE VEM DE DEUS

(*) Dom Henrique S. da Costa
Nas últimas duas semanas a igreja nos está fazendo escutar trechos da
 Epístola aos Hebreus. Trata-se de um dos livros da Sagrada Escritura.
Seu objetivo é discorrer sobre o sacerdócio de Cristo Jesus. Neste escrito
impressiona as afirmações fortes sobre a divindade e unicidade de Cristo:
ele é o Filho único e eterno do Pai, ele é igual ao Pai, ele é superior a toda
 criatura, ele é o Salvador universal: Salvador de todos e único Salvador
 para todos. E estas afirmações podem ser encontradas por todo o Novo
 Testamento...

É importante nunca esquecer que os textos neotestamentários são a norma
 da fé dos cristãos, o critério último da fé da Igreja. Naqueles escritos santos
encontram-se as experiências vivas que os primeiros cristãos fizeram, frutos
 daquilo que viram e ouviram, daquilo que testemunharam de Jesus, o nosso
 Cristo Salvador. Ali podemos tocar as origens da fé nossa fé: aquilo que
somos, aquilo em que acreditamos e o porquê da nossa certeza. Por isso
 mesmo a igreja de cada época deve sempre escutar com devoção e profun-
da obediência estes textos santíssimos.

Faço estas afirmações porque vivemos num mundo de incertezas, no qual
muitas vezes se confunde diálogo com quem pensa e crê diferente com
 capitulação da própria fé, escondimento da verdade na qual se apostou a
vida, traição à certeza que nos foi revelada. Há cristãos que perdem a fibra
 de cristãos e, para serem simpáticos e “ecumênicos”, pensam poder colocar
Jesus entre parênteses, fazendo dele apenas mais um salvador, talvez o
 principal caminho, mas não o único e necessário Salvador de tudo e de todos.
 E é esta e só esta a nossa fé: Jesus é o Messias do Pai, Jesus é Deus como o
 Pai. Jesus é o único através de quem e para quem tudo foi criado no céu e na
 terra, Jesus é o único caminho para o Pai, Jesus é o único Nome no qual se
 encontra a salvação, Jesus é o Salvador de braços e coração abertos para
todos e o desejo do Pai é que todos conheçam o seu Filho bendito, nele
 creiam e por ele tenham a salvação. O que for menos que isto não é cristão;
 o que passar disso é engano.

Aqui não se trata de ser intolerante; trata-se, antes, de ser verdadeiro, coeren-
te com aquilo que se crê, corajoso de dizer a própria identidade. O que leva à
 intolerância não é a certeza, mas a incapacidade de dialogar e de respeitar
quem pensa diversamente. Os cristãos devem e querem respeitar a tão plural
 realidade de crenças religiosas; pensam até que é muito melhor ter uma
religião que não ter nenhuma e veem em toda religião um bom germe: aquele
do coração do homem que se abre para o Infinito e procura o Rosto do Eterno...

Mas, esses discípulos de Cristo sabem que somente em Jesus Deus se deu
 pessoalmente à humanidade, salvando-a, mostrando-lhe o caminho e
doando-lhe gratuitamente a vida eterna. E este Salvador que é Jesus os
cristãos têm o dever sagrado de apresentar respeitosamente, sempre e de
 novo, à humanidade.

(*) É bispo auxiliar de Aracaju-SE.

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